segunda-feira, 25 de outubro de 2010

" Intenção de compra de Dilma " começa a cair

 "Reason to Believe"

O Marketing político é polêmico. Se muita gente já questiona os "exageros" utilizados nas propagandas de shampoo, sopas ou refrigerantes, imaginem a "arte" que se utiliza pra "vender" um ser humano, cheio de erros como todos os outros.

Como as bases do Marketing continuam as mesmas (no fim das contas, todos querem convencer alguém de uma mensagem e gerar uma ação... neste caso, ao invés da "compra" estamos falando do voto), é bem interessante fazermos um comparativo. Vamos a um estudo de caso concreto:

Anos atrás, uma empresa (PT) fez um plano pra "vender" (eleger) um produto (candidata Dilma). Remodelou a embalagem (cirurgias plásticas), criou uma comunicação ("Para o Brasil continuar mudando") que tocasse o consumidor (eleitor) e, acima de tudo, se apoiou em um forte "Reason to Believe" (termo técnico de Marketing para indicar o ingrediente ou endosse que gera credibilidade ao produto): o presidente Lula.

Mas todo bom marketeiro sabe que nenhum produto se sustenta por muito tempo apenas baseado no Reason to Believe. É preciso ter um benefício mais forte que a concorrência para vencer no mercado. A vantagem (ou problema) das eleições é que estamos falando justamente de algo temporário.... em que conceitos superficiais, se bem comunicados, podem ganhar.

Pois bem, as "intenções de compra" do produto Dilma começaram respondendo muito bem à promessa apresentada. Ela disparou na frente... Mas, de repente, um grande movimento começou a aparecer mostrando os possíveis efeitos colaterais deste produto.
O crescimento de Dilma parou. Resta saber se o conceito criado para ela vai conseguir ganhar a disputa no mercado baseando-se apenas no "Reason to Believe" e na lealdade do consumidor ao produto que tem atualmente, ou se alguma outra proposta do mercado vai conseguir superá-la.

Neste caso, você também é um potencial "consumidor". Faça sua escolha corretamente.


Matéria rerirada do blog Mundo Marketing:
http://www.mundodomarketing.com.br/115,blogs,erros-de-marketing

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Closer – Se você acredita em amor à primeira vista... nunca para de procurar.

A inspiração para o nome do blog"Hello Stranger".
Eu tenho orgasmos múltiplos só de pensar em Natalie Portman pronuncionando essa frase imaginem quando vejo essa cena então?Quem assistiu entenderá. Quem não assistiu eu recomendo!

O amor é um acidente... esperando para acontecer. (frase do trailler)

Antigo filme, bom verso


ASSISTINDO AO ÓTIMO "CLOSER - Perto demais", me veio à lembrança um poema chamado "Salvação", de Nei Duclós, que tem um verso bonito que diz: "Nenhuma pessoa é lugar de repouso". Volta e meia este verso me persegue, e ele caiu como uma luva para a história que eu acompanhava dentro do cinema, em que quatro pessoas relacionam-se entre si e nunca se davam por satisfeitas, seguindo sempre em busca de algo que não sabem exatamente o que é. Não há interação com outros personagens ou com as questões banais da vida. É uma egotrip que não permite avanço, que não encontra uma saída - o que é irônico, pois o maior medo dos quatro é justamente a paralisia, precisam estar sempre em movimento. Eles certamente assinariam embaixo: nenhuma pessoa é lugar de repouso.

Apesar dos diálogos divertidos, é um filme triste. Seco. Uma mirada microscópica sobre o que o terceiro milênio tem a nos oferecer: um amplo leque de opções sexuais e descompromisso total com a eternidade - nada foi feito pra durar. Quem não estiver feliz, é só fazer a mala e bater a porta. Relações mais honestas, mais práticas e mais excitantes. Deveria parecer o paraíso, mas o fato é que saímos da sala com um gosto amargo na boca.

Com o tempo, nos tornamos pessoas maduras, aprendemos a lidar com as nossas perdas e já não temos tantas ilusões. Sabemos que não iremos encontrar uma pessoa que, sozinha, conseguirá corresponder 100% a todas as nossas expectativas sexuais, afetivas e intelectuais. Os que não se conformam com isso adotam o rodízio e aproveitam a vida. Que bom, que maravilha, então deveriam sofrer menos, não? O problema é que ninguém é tão maduro a ponto de abrir mão do que lhe restou de inocência. Ainda dói trocar o romantismo pelo ceticismo, ainda guardamos resquícios dos contos de fada. Mesmo a vida lá fora flertando descaradamente conosco, nos seduzindo com propostas tipo "leve dois, pague um", também nos parece tentadora a idéia de contrariar o verso de Duclós e encontrar alguém que acalme nossa histeria e nos faça interromper as buscas.

Não há nada de errado em curtir a mansidão de um relacionamento que já não é apaixonante, mas que oferece em troca a benção da intimidade e do silêncio compartilhado, sem ninguém mais precisar se preocupar em mentir ou dizer a verdade. Já não é preciso ficar explicando a todo instante suas contradições, seus motivos, seus desejos. Economiza-se muito em palavras, os gestos falam por si. Quer coisa melhor do que poder ficar quieto ao lado de alguém, sem que nenhum dos dois se atrapalhe com isso?

Não é pela ansiedade que se mede a grandeza de um sentimento. Sentar, ambos, de frente pra lua, havendo lua, ou de frente pra chuva, havendo chuva, e juntos fazerem um brinde com as taças, contenham elas vinho ou café, a isso chama-se trégua. Uma relação calma entre duas pessoas que, sem se preocuparem em ser modernos ou eternos, fizeram um do outro seu lugar de repouso. Preguiça de voltar à ativa? Muitas vezes, é. Mas também, vá saber, pode ser amor.

Martha Medeiros

O Filme é muito bom!
Mostra fragilidades, o poder, a resignação diante do "imutável" e como os sentimentos podem nos confundir. Ao contrário das histórias românticas habituais, “Closer” tem a virtude da imprevisibilidade. Como a vida, como o amor. Nem um nem outro isentos de dificuldades, de dores, de culpa. Quanto mais perto chegamos de alguém, maior a probabilidade de nos magoarmos. Mas valeria a pena viver as coisas de outro modo?
Não conhecia esse excelente texto a Martha, adorei, resolvi posta-lo aqui, espero que tenham gostado também. Quem assim como eu, tiver gostado do texto ou do filme, até mesmo dos dois sintam-se a vontade para comentar.
P.S- Só porque esse é o meu filme favorito. Que eu assisto sempre e cada vez com um olhar de quem encontrou a perfeição.

sábado, 16 de outubro de 2010

Milk - A voz da Igualdade



“É preciso eleger gays para que uma criança e outras milhares tenham a esperança de uma vida melhor.
A esperança de um futuro melhor.
Eu pergunto isso: se houver um assassinato espero que cinco, dez, cem, aumentando para mil.
E se uma bala entrasse em meu cérebro destruindo cada porta fechada.
Eu peço para que o movimento continue.
Porque não é um jogo pessoal.
Não é sobre o ego.
Não é sobre o poder.
É sobre os que são como “nós” aí fora.
Não só gays.
Mas os negros, os asiáticos, os idosos, os deficientes, os “nós”.
Sem esperança,
os “nós” desistem.
Sei que você não pode viver na esperança sozinho, mas sem esperança a vida não é digna de viver.
Então você… e você e você.
Tem que dar esperança.
Tem que dar esperança.”
Assim termina o filme Milk –


 Finalmente assisti este filme tão bem representado pelo Sean Penn, que interpleta de uma forma tão convincente o papel de um ativista político que assume a sua homossexualidade com muita coragem.
Lembro que quando o filme estava em cartaz eu ainda trabalhava no Cinemais Uberaba e fiquei ingenuamente torcendo para que ele chegasse até nossas bilheterias. Mas, nada. Então esses dias, lembrei-me dele e resolvi procura-lo. Enfim, assisti ao filme, gostei muito e resolvi comentar um pouco sobre.

 Nos anos 70 a homossexualidade nos Estados Unidos ainda era punida com pena de prisão. O filme mostra o peso histórico que os ativistas LGBT carregam nos seus ombros. Estes são os fantasmas do passado que nos fazem recordar que há alguns anos atrás nós não podíamos falar livremente sobre os nossos sentimentos e relações. A humilhação ocupava o lugar do orgulho, o menosprezo o lugar da dignidade.

 Nada resume melhor Harvey Milk do que o discurso da esperança que ele proferiu em São Francisco em 1978, pouco antes de ser assassinado. Nada resume melhor Harvey Milk do que a profunda convicção que toda a gente conhece um gay ou uma lésbica, mesmo não sabendo quem são. Podem ser os nossos amigos, os nossos vizinhos, os nossos pais, os nossos filhos, os nossos colegas de trabalho e até os nossos políticos!
 Mas os milhares de homossexuais que existem à nossa volta. Só serão reconhecidos no dia em que eles próprios tiverem a força e a coragem para assumir aquilo que são. O maior grito de guerra de Harvey Milk, para além do grito de esperança que tantas vezes exclamou, foi exortar todos os gays e lésbicas a saírem do "armário", a assumirem aquilo que são sem medo e sem vergonha!

  "Os negros não ganharam os seus direitos mantendo-se sentados na traseira do autocarro. Eles levantaram-se e saíram! Homossexuais, nós não ganharemos os nossos direitos se ficarmos quietos dentro dos nossos armários... nós vamos sair! Nós vamos sair para lutar contra as mentiras, os mitos, as distorções! Nós vamos sair para dizer a verdade sobre gays!"

  E é só desta forma, levando aos Homossexuais a conhecer ao mundo que os rodeia, que um dia esse mundo irá reconhecer que todos são iguais. O caminho a percorrer até termos os nossos direitos reconhecidos na sua totalidade é muito longo sim, mas há “tantos” e “tantas” que já o trilharam antes, e brilharam, e foram bem sucedidos, e foram reconhecidos como melhores do que os seus pares, apesar da sua homossexualidade! Um dia a orientação sexual dum indivíduo será tão indiferente como à cor da sua pele ou o seu gênero. Um dia a pergunta você é Homossexual? Será tão sem importância que terá o mesmo de efeito de você é pai?você é mãe? Você é solteiro? Você é estudante? E outras coisas tão naturais do nosso convivio. E nesse dia, eu espero ainda estar viva!


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Quando alguém dirá, STOP?




VOTO & RELIGIÃO
Entre a coerência e a superficialidade
Por Gabriel Perissé em 12/10/201
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=611JDB012

 O texto fala em como as eleições se tornou um aborto político, e em como o tema está em alta, sendo publicado por exemplo, só esta semana nas revistas Época, na Veja e na CartaCapital. Segundo Gabriel o tema da hora porque, ao que tudo indica, o segundo turno para a escolha de presidente  está em virtude do voto religioso, que alguns consideram simplesmente fundamentalista.


 O conteúdo é bom. Peca, ao final, contudo, ao comparar á passeata gay com aborto. Aliás, é uma comparação constante em outros textos do observatório, colocando aborto e homoxessualidade no mesmo saco, e tratando tudo religiosamente falando. È um erro pensar que a oposição do aborto tenha fundamento meramente religioso. E mais, opção sexual tem a ver com expressar a sua própria personalidade, aborto a ver com direito fundamental a vida.

  E essa nem é essa a questão, pra que tanta ênfase nisso tudo? Se a população brasileira é tão devota assim, por que não deixam de ler horóscopos? Vários documentos oficiais do Vaticano poibem os fiéis católicos de lerem sobre seu signo. E porque a grande imprensa apoiou Fernando Henrique, ateu reconhecido? Vocês compreendem? Isso não levará a lugar nenhum.

 O que deveria estar sendo descutido no entanto, seria, porque a eduacação, transporte publico de qualidade, segurança publica, e ações sociais sofreram de aminésia nos ultimos debates publicos, isso sim era para estar sendo cobrado, ficar falando de morais e bons costumes, não resolverá nada, as pessoas já tem suas opiniões formadas, e essas opiniões não serão mudadas, nem é correto que haja julgamento de uma pessoa por ela expressar sua opinião seja ela qual for, podem até não corcordar, mas, não tem o direito de julgar. E a liberdade de expressão?

 Portanto eu espero desesperadamente, que alguém diga um basta a isso tudo, que parem com essas estratégias cristãs para obter proveito nas urnas, e que dilmistas e serristas busquem propostas polísticas, que apresentem planos de governo e não falem em nome de Jesus. E deveria também, ser essa a preocupação da imprensa e população brasileira.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Twitter planeja abrir escritório em São Paulo, diz jornal

De acordo com executiva, site deve ganhar versão em português em breve.
Dos 60 milhões de 'tuítes' diários, 9,6 milhões são publicados do Brasil.
Vírus recebeu nome informal de #wtfworm
Serviço de microblog vê Brasil como um de seus principais mercados.
O serviço de microblog Twitter pretende iniciar, nos próximos meses, um novo sentro de operação na América Latina. A cidade escolhida para receber os escritórios da empresa é São Paulo, segundo afirmou a responsável pelo suporte técnico e planos de internacionalização do Twitter, Laura Gõmez, em entrevista publicada nesta sexta-feira (8) no jornal argentino "La Nacion".
"O Brasil é o maior mkercado internacional do Twitter, menor apenas que os Estados Unidos", afirmou Laura. De acordo com a executiva, um em cada 5 novos integrantes da rede social vem da América Latina, e a região teve crescimento de 420% no número de usuários do site nos últimos 6 meses.
De acordo com Laura, o Twitter deve ganhar uma versão em português nos próximos meses, quando começará o processo de tradução do site. "Os brasileiros produzem 16% de todas as mensagens publicadas no site". Diariamente são publicadas 60 milhões de mensagens no site, 9,6 milhões vindas do Brasil.
Atualmente, 25% dos usuários do Twitter são dos Estados Unidos. Além do Brasil, outros mercados relevantes para o site, segundo Laura, são o Reino Unido, o Japão, a Índia e a Indonésia.



Texto retirado do G1, em São Paulo postado no twitter!

Foto Novela


A Foto novela "Prova essa balada" conta a história de seis estudantes que trocam uma revisão de prova para ir à balada com um planejamento de se divertirem e voltar a tempo para uma prova no último horário, mais durante essa irresponsável aventura, certos acontecimentos leva a história para um pesadelo imenso fazendo com que muitas lições sejam aprendidas.

Caso alguém tenha interessado, ressalto que breve colocarei a história completa aqui.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Além do Ponto

Chovia, chovia, chovia e eu ia indo por dentro da chuva ao encontro dele, sem guarda-chuva nem nada, eu sempre perdia todos pelos bares, só levava uma garrafa de conhaque barato apertada contra o peito, parece falso dito desse jeito, mas bem assim eu ia pelo meio da chhuva, uma garrafa de conhaque na mão e um maço de cigarros molhados no bolso. Teve uma hora que eu podia ter tomado um táxi, mas não era muito longe, e se eu tomasse um táxi não poderia comprar cigarros nem conhaque, e eu pensei com força então que seria melhor chegar molhado da chuva, porque aí beberíamos o conhaque, fazia frio, nem tanto frio, mais umidade entrando pelo pano das roupas, pela sola fina esburacada dos sapatos, e fumaríamos beberíamos sem medidas, haveria música, sempre aquelas vozes roucas, aquele sax gemido e o olho dele posto em cima de mim, ducha morna distendendo meus músculos. Mas chovia ainda, meus olhos ardiam de frio, o nariz começava a escorrer, eu limpava com as costas das mãos e o líquido do nariz endurecia logo sobre os pêlos, eu enfiava as mãos avermelhadas no fundo dos bolsos e ia indo, eu ia indo e pulando as poças d'água com as pernas geladas. Tão geladas as pernas e os braços e a cara que pensei em abrir a garrafa para beber um gole, mas não queria chegar na casa dele meio bêbado, hálito fedendo, não queria que ele pensasse que eu andava bebendo, e eu andava, todo dia um bom pretexto, e fui pensando também que ele ia pensar que eu andava sem dinheiro, chegando a pé naquela chuva toda, e eu andava, estômago dolorido de fome, e eu não queria que ele pensasse que eu andava insone, e eu andava, roxas olheiras, teria que ter cuidado com o lábio inferior ao sorrir, se sorrisse, e quase certamente sim, quando o encontrasse, para que não visse o dente quebrado e pensasse que eu andava relaxando, sem ir ao dentista, e eu andava, e tudo que eu andava fazendo e sendo eu não queria que ele visse nem soubesse, mas depois de pensar isso me deu um desgosto porque fui percebendo percebendo, por dentro da chuva, que talvez eu não quisesse que ele soubesse que eu era eu, e eu era. Começou a acontecer uma coisa confusa na minha cabeça, essa história de não querer que ele soubesse que eu era eu, encharcado naquela chuva toda que caía, caía, caía e tive vontade de voltar para algum lugar seco e quente, se houvesse, e não lembrava de nenhum, ou parar para sempre ali mesmo naquela esquina cinzenta que eu tentava atravessar sem conseguir, os carros me jogando água e lama ao passar, mas eu não podia, ou podia mas não devia, ou podia mas não queria ou não sabia mais como se parava ou voltava atrás, eu tinha que continuar indo ao encontro dele, ou podia mas não queria ou não sabia mais como se parava ou voltava atrás, eu tinha que continuar indo ao encontro dele, que me abriria a porta, o sax gemido ao fundo e quem sabe uma lareira, pinhões, vinho quente com cravo e canela, essas coisas do inverno, e mais ainda, eu precisava deter a vontade de voltar atrás ou ficar parado, pois tem um ponto, eu descobria, em que você perde o comando das próprias pernas, não é bem assim, descoberta tortuosa que o frio e a chuva não me deixavam mastigar direito, eu apenas começava a saber que tem um ponto, e eu dividido querendo ver o depois do ponto e também aquele agradável dele me esperando quente e pronto.

Um carro passou mais perto e me molhou inteiro, sairia um rio das minhas roupas se conseguisse torcê-las, então decidi na minha cabeça que depois de abrir a porta ele diria qualquer coisa tipo mas como você está molhado, sem nenhum espanto, porque ele me esperava, ele me chamava, eu só ia indo porque ele me chamava, eu me atrevia, eu ia além daquele ponto de estar parado, agora pelo caminho de árvores sem folhas e a rua interrompida que eu revia daquele jeito estranho de já ter estado lá sem nunca ter, hesitava mas ia indo, no meio da cidade como um invisível fio saindo da cabeça dele até a minha, quem me via assim molhado não via nosso segredo, via apenas um sujeito molhado sem capa nem guarda-chuva, só uma garrafa de conhaque barato apertada contra o peito. Era a mim que ele chamava, pelo meio da cidade, puxando o fio desde a minha cabeça até a dele, por dentro da chuva, era para mim que ele abriria sua porta, chegando muito perto agora, tão perto que uma quentura me subia para o rosto, como se tivesse bebido o conhaque todo, trocaria minha roupa molhada por outra mais seca e tomaria lentamente minhas mãos entre as suas, acariciando-as devagar para aquecê-las, espantando o roxo da pele fria, começava a escurecer, era cedo ainda, mas ia escurecendo cedo, mais cedo que de costume, e nem era inverno, ele arrumaria uma cama larga com muitos cobertores, e foi então que escorreguei e caí e tudo tão de repente, para proteger a garrafa apertei-a mais contra o peito e ela bateu numa pedra, e além da água da chuva e da lama dos carros a minha roupa agora também estava encharcada de conhaque, como um bêbado, fedendo, não beberíamos então, tentei sorrir, com cuidado, o lábio inferior quase imóvel, escondendo o caco do dente, e pensei na lama que ele limparia terno, porque era a mim que ele chamava, porque era a mim que ele escolhia, porque era para mim e só para mim que ele abriria a sua porta.


Chovia sempre e eu custei para conseguir me levantar daquela poça de lama, chegava num ponto, eu voltava ao ponto, em que era necessário um esforço muito grande, era preciso um esforço muito grande, era preciso um esforço tão terrível que precisei sorri mais sozinho e inventar mais um pouco, aquecendo meu segredo, e dei alguns passos, mas como se faz? me perguntei, como se faz isso de colocar um pé após o outro, equilibrando a cabeça sobre os ombros, mantendo ereta a coluna vertebral, desaprendia, não era quase nada, eu mantido apenas por aquele fio invisível ligado à minha cabeça, agora tão próximo que se quisesse eu poderia imaginar alguma coisa como um zumbido eletrônico saindo da cabeça dele até chegar na minha, mas como se faz? eu reaprendia e inventava sempre, sempre em direção a ele, para chegar inteiro, os pedaços de mim todos misturados que ele disporia sem pressa, como quem brinca com um quebra-cabeça para formar que castelo, que bosque, que verme ou deus, eu não sabia, mas ia indo pela chuva porque esse era meu único sentido, meu único destino: bater naquela porta escura onde eu batia agora. E bati, e bati outra vez, e tornei a bater, e continuei batendo sem me importar que as pessoas na rua parassem para olhar, eu quis chamá-lo, mas tinha esquecido seu nome, se é que alguma vez o soube, se é que ele o teve um dia, talvez eu tivesse febre, tudo ficara muito confuso, idéias misturadas, tremores, água de chuva e lama e conhaque batendo e continuava chovendo sem parar, mas eu não ia mais indo por dentro da chuva, pelo meio da cidade, eu só estava parado naquela porta fazia muito tempo, depois do ponto, tão escuro agora que eu não conseguiria nunca mais encontrar o caminho de volta, nem tentar outra coisa, outra ação, outro gesto além de continuar batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, batendo, na mesma porta que não abre nunca.

domingo, 3 de outubro de 2010

Vote Conciente!

Acabo de exercer minha cidadania, estive nessas ultimas semanas fazendo um levantamento de meus possíveis candidatos, já tinha mais ou menos tudo bem definido, a principio eu procurei em meus candidatos que todos fossem ficha limpa, então não foi uma tarefa tão fácil assim, depois analisei suas propostas, e seus respectivos planos de governo.

Então para quem ainda não o fez, não esqueçam a importância que você tem enquanto cidadão. Eu gostara de estar viva quando o voto no Brasil se tornasse facultativo, as pessoas votassem consciente nem anulassem seus votos e mais importante, política fosse matéria do ensino médio e fundamental, seria um sonho, as pessoas saber verdadeiramente o que é democracia e reconhecer a importância dela enquanto cidadão.

Para quem ainda não foi a sua sessão, não se esqueçam que, exercer a cidadania é, acima de tudo, buscar uma sociedade melhor para todos, a fim de que exista mais liberdade, justiça e solidariedade. Você pode ser mais cidadão.

Entenda e participe ativamente da vida e do governo de seu povo.
Exerça seus direitos, cumpra seus deveres e lute por um país melhor.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Pressupostos e Subtendidos

Na apresentação do trabalho de Ofinica de Leitura e Escrita, onde tínhamos que escolher uma musica e analisa-la, Eu, o Rafael Carneiro e o Renato Leite, escolhemos Chão de Giz do Zé Ramalho.
Bem, o termo chão de giz, para mim, sempre teve dois significados paradoxais, algo que se apaga fácil, mas, ao mesmo tempo algo que fica marcado. Cada leitura leva consigo uma compreensão associada à “leitura de mundo do leitor, anterior a leitura da palavra”. Enquanto procurava por respostas, ouvi algumas vezes: Será que “chão de giz” não pode ser referir a cocaína espalhada sobre uma mesa que se olha em profunda depressão! Sofrimento dor e cocaína?! (Talvez). O que vale aqui não é somente o acerto das análises, mas a prática em si, o exercício do pensar e do sentir sobre as palavras do poeta. portanto prefiro acreditar na efemeridade deste amor impossível, metaforicamente representado pela risca do giz, que se apaga rapidamente.

Acredito que nem o próprio Zé tenha explicações plausíveis, hoje, para o que sentiu e escreveu naquele momento. Essa questão de escrita é da ordem da subjetividade, fica difícil , é pretensioso esmiuçá-la, pois pertence a um tempo que se foi e que já não é. Se interpretar  a si é perigoso, imagine  aos outros? basta sentir, imaginar, compreender que não é o mesmo que interpretar. No mais... Não, não é uma apologia ao uso de drogas… A propósito: você já leu sobre a “mosca azul”do Machado? vista de perto, ela continua Azul?


Analise do grupo sobre a musica:

"O Zé teve, em sua juventude, um caso duradouro com uma mulher casada, bem mais velha, da alta sociedade de João Pessoa, na Paraíba. Ambos se conheceram num Carnaval.
Ele se apaixonou perdidamente por esta mulher, só que ela era casada com uma pessoa influente da sociedade, e nunca iria largar toda aquela vida por um "garoto pé rapado" que ela apenas "usava" pelo prazer ao sexo.
Assim, o caso, que tomava proporções grandes, foi terminado. O Zé ficou arrasado por meses, e chegou a mudar de bairro, pois morava próximo a ela. E, nesse período de sofrimento, compôs a canção. Conhecendo a história, você consegue perceber a explicação para cada frase da música, que passo a transcrever:


"Eu desço dessa solidão, espalho coisas sobre um chão de giz"
Um de seus hábitos, no sofrimento, era espalhar pelo chão todas as coisas que lembravam o caso dos dois. O chão de giz também indica a fugacidade do relacionamento, facilmente apagável (mas não para ele...)

"Há meros devaneios tolos a me torturar"
Aqui é meio claro,  devaneios, viagens, a lembrança dela a torturá-lo.

"Fotografias recortadas de jornais de folhas amiúde"
Outro hábito seu era recortar e admirar TODAS as fotos dela que saiam nos jornais. lembrem-se, ela era da alta sociedade, sempre estava nas colunas sociais.

"Eu vou te jogar num pano de guardar confetes"
Pano de guardar confetes são aqueles balaios ou sacos típico das costureiras do nordeste, onde elas jogam restos de pano, papel, etc. Aqui, ele diz que vai jogar as fotos dela fora num pano de guardar confetes, para não mais ficar olhando-as.

"Disparo balas de canhão, é inútil pois existe um grão vizir"
Ele tenta ficar com ela de todas as formas, mas é inútil pois ela é casada com o tal figurão rico (o Grão Vizir).

”Há tantas violetas velhas sem um colibri"
Aqui ele pega pesado com ela... há tantas violetas velhas (como ela, bela, mas velha) sem um colibri (jovem pássaro que a admire). Aqui ele tenta novamente convencê-la simbolicamente, destacando a sorte dela - violeta velha - poder ter um colibri, e rejeitá-lo.

" Queria usar quem sabe uma camisa de força ou de vênus"
Bem, aqui é a clara dualidade do sentimento dele. Ao mesmo tempo que quer usar uma camisa de força, para manter-se distante dela e não sofrer mais, queria também usar uma camisa de vênus, para transar com ela.

"Mas não vão gozar de nós apenas um cigarro"
Novamente ele invoca a fugacidade do amor dela por ele, que o queria apenas para "gozar o tempo de um cigarro". Percebe-se o tempo todo que ele sente por ela profundo amor e tesão, enquanto é correspondido apenas com o tesão, com o gozo que dura o tempo de se fumar um cigarro.

"Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom"
Para que beijá-la, "gastando o seu batom" (o seu amor), se ela quer apenas o sexo?

"Agora pego um caminhão, na lona vou a nocaute outra vez"
Novamente ele resolve ir embora, após constatar que é inútil tentar. Mas, apaixonado como está, vai novamente "à lona" - expressão que significa ir a nocaute no boxe, mas que também significa a lona do caminhão com o qual ele foi embora - lembrem-se que ele teve que se mudar de sua residência para "fugir" desse amor doentio

"Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar"
Auto-explicativo, né?! Esse amor que, para sempre, irá acorrentá-lo, amor inesquecível.

"Meus vinte anos de boy, "that's over, baby" , Freud explica"
Ele era bem mais novo que ela. Ele era um boy, ela era uma dama da sociedade. Freud explica um amor desse. Em todo caso, "that´s over, baby", ou seja, está tudo acabado.

"Não vou me sujar fumando apenas um cigarro"
Ele não vai se sujar transando apenas mais uma vez com ela, sabendo que nunca passará disso

"Quanto ao pano dos confetes já passou meu carnaval"
Lembrem-se, eles se conheceram num carnaval. Voltando a falar das fotos dela, que ele iria jogar num pano de guardar confetes, ele consolida o fim, dizendo que agora já passou seu carnaval, ou seja, terminou, passou o momento.

"E isso explica porque o sexo é assunto popular"
Aqui ele faz um arremate do que parece ter sido apenas o que restou do amor dele por ela (ou dela por ele): sexo. Por isso o sexo é tão popular, pois só ele é valorizado - uma constatação amarga para ele, nesse caso.

"No mais estou indo embora"
Bem, aqui é o fechamento. Após sofrer tanto e depois desabafar, dizendo tudo
que pensa a ela na canção, só resta-lhe ir embora.".



Obs: Esta interpletação surgiu após uma entrevista do Zé Ramalho, e foi encontrada na comunidade sobre a musica chão de Giz.

Lua, O que é Briefing?

Ontem iniciamos com o "pé direito". A aula de introdução a PP foi maravilhosa, saímos da rotina e ficamos ao ar livre, com direito a presença ilustríssima da senhora Lua, depois desse conjunto contendo também uma professora especial á meio uma turma especial, fica obrigatório a assimilação da matéria.
Vamos ao o que eu pude entender sobre Briefing...
Briefing é a passagem de informação de um ponto para outro, onde precisa de eficácia e objetividade, erros de omissão ou excesso de informação pode comprometer e desperdiçar tempo e dinheiro investidos numa campanha publicitaria. O briefing deve ser um diálogo entre anunciante e agência, após o briefing inicial feito pelo anunciante para a agência, são feitos briefings específicos e complementares para as diversas áreas de uma agência de publicidade como mídia, criação, pesquisa, promoção, etc. As áreas de marketing de uma empresa são responsáveis para tornar acessíveis as informações e as áreas de propaganda da empresa e a agência por obterem as informações que precisam. Nessas informações devem conter: as características do produto, estudar o perfil de consumidor e o seu momento de compras. O planejamento de propaganda busca soluções para a aceitação do produto, revendo foco de vendas e diagnosticando problemas, numa visão geral o briefing e o planejamento de propaganda são inseparáveis.

Complexo? Não mesmo! Isso tudo fica bem esclarecido com os " Causos da Fabi " e rende viu.

domingo, 19 de setembro de 2010

O CORPO FALA

A necessidade de uma linguagem direta e objetiva

Nosso corpo é, antes de tudo, um centro de informações partindo de nós mesmos.A grande maioria das pessoas ignora a existência da linguagem do corpo quando se relacionam. O corpo fala á todo instante...pequenos atos revelam o que estamos sentindo e até mesmo omitindo... Assim, por mais que controlemos nossos gestos, eles fazem parte da linguagem do inconsciente.
Semana passada tivemos o enceramento do Seminário sobre o livro “O corpo fala” (Pierre Weil e Roland Tompakiv, 1986, Editora Vozes). Mais apresentações e mais aprendizado. Basicamente a sala foi dividida em grupos e consequentemente em capítulos, houve muita dinâmica, os grupos focaram em teatros simples, mais também tivemos coisas mais diferenciadas com o mesmo brilhantismo, um dos grupos que mais me divertiu foi a simulação de uma prova com os participantes interpretando, ó boi, o leão e a águia. O boi, seria a referência para os instintos (ou desejos); o leão, refere-se aos sentimentos e, a águia estaria ligada aos pensamentos (ou consciência). Foi um bom acerto, e achei que tiveram detalhes riquíssimos


Tivemos também a simulação de pessoas que se conhecerão pela Internet e em um primeiro encontro, mostraram-se desinteressados a dar continuidade naquela relação e trazendo traços inconformados de uma imagem criada através da imaginação. Outro grupo fez a simulação de um debate, o que também foi muito interessante por trazer características de expressões dos políticos, eles que são altamente bem assessorados e instruídos, a uma maneira correta de se expressar corporalmente. Portanto, fica ainda mais fixada nessas pessoas a necessidade de absorção do maior numero de coisas a serem passadas que seria, no entanto uma transmissão de verdade e segurança a leitura visual.
E por fim, o meu grupo. Decidimos simular um acampamento, representando o humor, de cada pessoa e transmitindo isso, em cor, vestuário e cenário, fizemos até uma associação na musica com o tema, dizendo que temos que viver a todo dia, por na nossa encenação conter pessoas mal humoradas, simpáticas, apáticas, e ansiosas.


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

MICO PET

Mais um trabalho, dessa vez vocês só me desculpem o atraso, tive alguns contratempos mais isso não significa abandono. Bom, dessa vez o principio do trabalho surgiu com uma idéia em que teríamos que criar um brinquedo com pet, direcionado a crianças a partir de 10 anos,  isso foi passado pela Janet, minha professora de Criatividade, juntamente com o tema, começamos a elaborar o que seria feito, resultado: Mais uma loucura!

Tivemos um monte de ideias e possibilidades, mais a campeã mesmo foi o Mico Pet, que funciona como um jogo de torrinha, onde você tem peças e micos feitos desta matéria, a idéia agradou tanto que o brinquedo passou a ser diversão do nosso próprio grupo, por conter uma dose sadia de humor, e fazer um resgate a essa forma de lazer escassa, sem tecnologia, apenas com bastante criatividade e bom humor.
Fizemos a apresentação em sala simulando como o jogo funcionaria, fazendo a apresentação dos micos, e também fazendo uma interação com quem nos assistia e de quem jogava, tudo muito descontraído, arrancamos várias gargalhadas com uma enorme PAGAÇÂO DE MICO. Só espero ter conquistado uma boa nota também.
Meus companheiros de grupos estiveram de parabéns acredito que tenhamos feito um excelente trabalho, alem dos imprevistos que tivemos principalmente para a concretização de todo o material e que bom que no final as coisas deram certo. Os demais grupos que se apresentaram, também estiveram de parabéns tiveram idéias muito boas e de uma forma geral muita coisa pode ser aprendida, quem acaba  ganhando com isso somos nós que aprendemos e divertimos e as crianças que receberão esses brinquedos.

domingo, 12 de setembro de 2010

Então eu agradeço, quem nos faz lutar feito tigres feridos fundo no peito, sim, eu agradeço.


"Você lê e sofre. Você lê e ri. Você lê e engasga. Você lê e tem arrepios. Você lê, e sua vida vai se misturando no que está sendo lido." Caio F Abreu.

- é o que acontece ao ler Caio, quem lê, sabe.

Como eu poderia não fazer essa homenagem ao cara? Não dá!
Eu sinto quando leio seus textos, livros, suas expressões, um consolo daquele que você sente a maior proteção do mundo. O Caio sempre teve as palavras que eu precisava ouvir, palavras que me tocavam profundamente e me faziam sangrar abundantemente, eu sempre achei que de alguma forma eu nunca me encaixava em vários aspectos a varias coisas, só que com as palavras dele, eu aprendi a amar a diferença, amar ser diferente.
È uma verdade que a vida é dura, que nela você apanha muito, mais a outra verdade é que você tem que sobreviver, eu me preocupo com pessoas que pensam em desistir, eu já pensei, quem nunca pensou? Sejamos honestos, eu sou quando digo que eu amo resgates, resgates de almas; corações; sorrisos, de transparência. Foi isso que o Caio sempre fez comigo, resgatou tudo o que eu já perdi, em emoções, em devaneios, não existe o caminho certo ou o caminho errado, na verdade não existe caminho, existe caminhada, subir, descer, correr, rastejar, criar calos nos pés, sangrar, se sujar e ter de se limpar depois, viver é essa dureza ai mesmo, sempre faltará algo, e é isso que eu acho mais lindo, essa imperfeição da vida.
Como diria o próprio: "Vai menina, fecha os olhos. Solta os cabelos. Joga a vida. Como quem não tem o que perder. Como quem não aposta. Como quem brinca somente." . Penso que tornar simples as complicações é o que mais deve ser admirado.
E se hoje, eu supero com tanta garra minhas dificuldades, Caio seu infeliz, você tem uma culpa gigantesca em tudo isso. Você para mim, é um fenômeno da literatura, e que seja lá onde você estiver saiba que você mexe fundo com muitas almas por ai, um espécie de salva vidas, uma eternidade em nossos corações.

"Gosto de pensar que quem já morreu fica num lugar quentinho, que a gente não vê, cuidando de quem ainda não morreu. E se você quiser agradar a essa pessoa, é só fazer coisas que ela gostava. Aí ela fica ainda mais quentinha e cuida ainda melhor da gente."

.Caio Fernando Abreu

- era assim que ele pensava. e assim eu penso. Caio está sim em um lugar quentinho, cuidando de quem ainda está por aqui. - Se vivo, Caio hoje completaria 62 anos. Parabéns ao nosso amado

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Necessário

                                        
Final de semana e Feriado desceu pelo ralo, uma amarga realidade que teremos de conviver.


Mais importante: Queridos professores, peguem leve, pegando super pesado.


Só por alguns segundos, tente imaginar você a apenas um passo do inferno...
Por pouco tempo mesmo, às vezes criamos tempestades em copo d água, isso acontece pelo medo de que algo de errado. O que não pode, é criar certa acomodação e esquecer o que é um trabalho em grupo, palavrinha chave essa. Também, um monte de trabalho em pleno feriado prolongado é uma plena falta de consideração.
Enfim, dando um arremate nos trabalhos que terão de ser apresentados quinta, ontem estive na casa do Renato, e como sempre fazemos acontecer mesmo, não adianta, todo mundo discorda, todo mundo concorda, e mais importante, todo mundo em ação. Estou cada vez mais empolgada com o curso de Publicidade, as novas amizades, o excelente grupo docente, e a estrutura da Uniube. Até então me sentindo meio que Alice in Wonderland.
Costumo brincar que os professores têm certa compulsividade, por avaliar-nos. Bacana, muito bom mesmo, vez em quando imaginando se eles não poderiam fazer isso com um calendário em mãos, usando do bom senso. Fica a dica. Por outro lado, é fundamental lembrar que essa correria vem ao menos a mim, trazendo um crescimento absurdo, meu fluxo de pensamento vem surgindo cada vez mais rápido e de forma mais natural, mesmo com o pouco tempo fico animada com boas coisas que vem crescendo em mim.

"E tem o seguinte: não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir. Pelo contrário: vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda.” Caio Fernando Abreu.


sábado, 4 de setembro de 2010

Revistas Preconceituosas, População miupi.

No final desta semana me ocorreu uma preocupação imensa com revistas de alto conceito entre nós brasileiros, em sala enquanto analisávamos as revistas ISTOÉ e VEJA, me deparei com dados que assustam, é de uma vergonha tão grande o que irei compartilhar agora.
Em apenas uma revista, contei em matérias Jornalisticas e Publicitarias um total de 398 pessoas, e somente 22 eram negras, onde essas eram ou celebridades, ou estavão destacadas na área criminosa, sendo que em uma reportagem 13 dessas 22 pessoas,  estavam em uma matéria sobre o bolsa família. Preciso falar mais algumas coisa? Não, eu sei, é de um nojo enorme.O pior de tudo foi pensar que até essa aula, eu jamais havia parado para pensar sobre isso, nunca notei, me senti sem moral nenhuma para nenhum qualquer comentário peculiar, apenas ficou a vergonha de quem muitas vezes venera tanto uma coisa sem conhecer realmente sua verdadeira face.
O Problema maior é que deixamos isso passar bem de baixo do nosso nariz, pode até ser que as coisas não sejam feitas de forma proposital, eu quero acreditar que não exista nelas, uma discriminação elaborada, mais o que fica evidente se analisarmos a fundo, a frequência em "equívocos" cometidos é gritante. E as únicas pessoas que podem incomodar fazer com que eles se mexam, sintam necessidade de sair de um certo conforto, somos nós, a população. E as vezes, como eu,  as pessoas não param para pensar nessas pequenas coisas que são de uma seriedade absurda.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O Monge e o Executivo. (Debate em Sala)

Ontem debatemos em sala esse excelente livro, é impressionante o nível intelectual de meus caros amigos, a maioria fez uma iteração muito bacana, com fluência e coerência, tudo muito inspirador, percebi que temos em uma turma não tão grande, e nem tão pequena, personalidades muito diferentes, varias divergências de opiniões, mais que há uma respeito já sendo traçado entre todos, aos poucos vamos assumindo nossas caraquiteristicas e crescendo com o domínio da comunicação.
Em uma sala com tantos lideres O Monge e o Executivo, caiu como uma luva, era fundamental para o bom convívio de todos, durante as aulas, trabalhos, e futuramente no mercado de trabalho, o estudo desse livro, mesmo levando em consideração que vários divergiram,  o que por sinal é excelente.
Enquanto eu efectivava a leitura do livro visivelmente enxergava traços familiares nele, e enquanto discutíamos em sala pensei no quanto a teoria é bela, e a acção drasticamente melancólica, que na verdade o que deve ficar para cada um é que não existe formulas e nem mesmo a perfeição para algo, acredito depois da leitura e principalmente do debate, penso que uma pessoa não escolhe ser líder, ele quem é escolhido, a liderança tem perfils definidos, mais ela não é definida com perfils.
No mais, essa história de debate me deu tantas ideias, mais tantas, que eu espero coloca-las em pratica logo, a ansiedade de começar movimentar com os projectos é muito grande, só que também o tempo anda muito curto com esse turbilhão de trabalhos, que meus queridos professores pelo que me parece passa por um momento compulsivo de necessidade de avaliação. Não é exatamente uma reclamação, na verdade eu acho importante e estou gostando muito dos trabalhos, espero aprender logo organizar meu tempo, para aproveitar mais cada segundo destas novidades, creio que é uma questão de adaptação, que logo passa.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Estou de volta pro meu aconchego, trazendo na mala bastante saudade...

Realmente, necessitava de um leve empurrão para que eu resgastasse com o blog, resolvi então começar do zero. Inicialmente a proposta do blog veio de meus professores da faculdade, o que traz uma motivação obrigatória, entretanto, já sentia essa necessidade de exposição e compartilha-las em rede. Estarei como a mim foi sugerido, fazendo análise e comentado minhas aulas diariamente, porém não ficarei somente pressa ao cotidiano da faculdade, tentarei abranger vivências pessoais, e claro, interpessoais.
Começo com a inauguração desse blog, fazendo um breve comentário da aula de Introdução a P.P. Onde fizemos a apresentação de um trabalho, abordando o tema História do Radio no Brasil décadas de 30 e 40 e á  Censura 70 á 80, que faz parte do conteúdo, A História da Propaganda no Brasil.
Apesar do pouco tempo, principalmente no quesito reunião em grupo, esse pouco tempo que tivemos foram muito bem aproveitado, juntamos as várias ideias, e tentamos fazer uma separação, que ficasse tranquilo para cada integrante do grupo, o resultado final, foi satisfatório, sentimos, a falta de entrosamento por não termos ensaiado nada, e levando no improviso, mas cada um cumpriu a risca o compromisso de estudar o que foi lhe passado, e no desenvolver tudo acabou fluindo bem. No final tivemos vários elogios e mesmo com toda a insegurança que tivemos, saber que tiveram pessoas que se divertiram e aprenderam com o que foi passado foi um alívio e tanto.
Na aula seguinte, um estimulo a criatividade, é o sempre temos com a Janete, essa aula tem me motivado a buscar varias coisas diferentes e tenho me sentido cada vez mais com sede a novas descobertas. Sempre temos que improvisar, pensar rápido, organizarmos em grupo, formar ideias, pratica-las e no final sempre tem aquele monte de altas gargalhada, é tudo tão saudável, tudo tão bom de se fazer.
Um pouco do meu dia será introduzido aqui, algumas coisas interessantes outras nem tanto, mais tudo parte de mim, a cada dia um pouco do meu aprendizado o que fará que exista o acompanhamento desse crescimento pessoal.