Eu tenho orgasmos múltiplos só de pensar em Natalie Portman pronuncionando essa frase imaginem quando vejo essa cena então?Quem assistiu entenderá. Quem não assistiu eu recomendo!
O amor é um acidente... esperando para acontecer. (frase do trailler)
Antigo filme, bom verso
ASSISTINDO AO ÓTIMO "CLOSER - Perto demais", me veio à lembrança um poema chamado "Salvação", de Nei Duclós, que tem um verso bonito que diz: "Nenhuma pessoa é lugar de repouso". Volta e meia este verso me persegue, e ele caiu como uma luva para a história que eu acompanhava dentro do cinema, em que quatro pessoas relacionam-se entre si e nunca se davam por satisfeitas, seguindo sempre em busca de algo que não sabem exatamente o que é. Não há interação com outros personagens ou com as questões banais da vida. É uma egotrip que não permite avanço, que não encontra uma saída - o que é irônico, pois o maior medo dos quatro é justamente a paralisia, precisam estar sempre em movimento. Eles certamente assinariam embaixo: nenhuma pessoa é lugar de repouso.
Apesar dos diálogos divertidos, é um filme triste. Seco. Uma mirada microscópica sobre o que o terceiro milênio tem a nos oferecer: um amplo leque de opções sexuais e descompromisso total com a eternidade - nada foi feito pra durar. Quem não estiver feliz, é só fazer a mala e bater a porta. Relações mais honestas, mais práticas e mais excitantes. Deveria parecer o paraíso, mas o fato é que saímos da sala com um gosto amargo na boca.
Com o tempo, nos tornamos pessoas maduras, aprendemos a lidar com as nossas perdas e já não temos tantas ilusões. Sabemos que não iremos encontrar uma pessoa que, sozinha, conseguirá corresponder 100% a todas as nossas expectativas sexuais, afetivas e intelectuais. Os que não se conformam com isso adotam o rodízio e aproveitam a vida. Que bom, que maravilha, então deveriam sofrer menos, não? O problema é que ninguém é tão maduro a ponto de abrir mão do que lhe restou de inocência. Ainda dói trocar o romantismo pelo ceticismo, ainda guardamos resquícios dos contos de fada. Mesmo a vida lá fora flertando descaradamente conosco, nos seduzindo com propostas tipo "leve dois, pague um", também nos parece tentadora a idéia de contrariar o verso de Duclós e encontrar alguém que acalme nossa histeria e nos faça interromper as buscas.
Não há nada de errado em curtir a mansidão de um relacionamento que já não é apaixonante, mas que oferece em troca a benção da intimidade e do silêncio compartilhado, sem ninguém mais precisar se preocupar em mentir ou dizer a verdade. Já não é preciso ficar explicando a todo instante suas contradições, seus motivos, seus desejos. Economiza-se muito em palavras, os gestos falam por si. Quer coisa melhor do que poder ficar quieto ao lado de alguém, sem que nenhum dos dois se atrapalhe com isso?
Não é pela ansiedade que se mede a grandeza de um sentimento. Sentar, ambos, de frente pra lua, havendo lua, ou de frente pra chuva, havendo chuva, e juntos fazerem um brinde com as taças, contenham elas vinho ou café, a isso chama-se trégua. Uma relação calma entre duas pessoas que, sem se preocuparem em ser modernos ou eternos, fizeram um do outro seu lugar de repouso. Preguiça de voltar à ativa? Muitas vezes, é. Mas também, vá saber, pode ser amor.
Martha Medeiros
O Filme é muito bom!
Mostra fragilidades, o poder, a resignação diante do "imutável" e como os sentimentos podem nos confundir. Ao contrário das histórias românticas habituais, “Closer” tem a virtude da imprevisibilidade. Como a vida, como o amor. Nem um nem outro isentos de dificuldades, de dores, de culpa. Quanto mais perto chegamos de alguém, maior a probabilidade de nos magoarmos. Mas valeria a pena viver as coisas de outro modo?
Não conhecia esse excelente texto a Martha, adorei, resolvi posta-lo aqui, espero que tenham gostado também. Quem assim como eu, tiver gostado do texto ou do filme, até mesmo dos dois sintam-se a vontade para comentar.
Não conhecia esse excelente texto a Martha, adorei, resolvi posta-lo aqui, espero que tenham gostado também. Quem assim como eu, tiver gostado do texto ou do filme, até mesmo dos dois sintam-se a vontade para comentar.
P.S- Só porque esse é o meu filme favorito. Que eu assisto sempre e cada vez com um olhar de quem encontrou a perfeição.

Esse texto foi muito bem escrito e com certeza fará muitas pessoas pensarem a respeito. Eu particularmente tenho interesse na eternidade, ainda acredito! Realmente, essa modernidade não combina comigo! Eu parei pra pensar e o texto prendeu a minha atenção como a muito tempo não acontecia, é que o amor me faz parar! Parabéns.
ResponderExcluirPra esse filme não há definição, sabe pq ele deixa um gosto amargo no fim?
ResponderExcluirPq o ser humano ainda não consegue aceitar que nunca está satisfeito com suas buscas materiais e emocionais... crítica show de bola!!!
Sem contar que Natalie Portman dá um show de interpretação, vem aí o novo filme dela The Black Swan, ela tá cotada pra ser favorita no Oscar!!!