
“É preciso eleger gays para que uma criança e outras milhares tenham a esperança de uma vida melhor.
A esperança de um futuro melhor.
Eu pergunto isso: se houver um assassinato espero que cinco, dez, cem, aumentando para mil.
E se uma bala entrasse em meu cérebro destruindo cada porta fechada.
Eu peço para que o movimento continue.
Porque não é um jogo pessoal.
Não é sobre o ego.
Não é sobre o poder.
É sobre os que são como “nós” aí fora.
Não só gays.
Mas os negros, os asiáticos, os idosos, os deficientes, os “nós”.
Sem esperança,
os “nós” desistem.
Sei que você não pode viver na esperança sozinho, mas sem esperança a vida não é digna de viver.
Então você… e você e você.
Tem que dar esperança.
Tem que dar esperança.”
Finalmente assisti este filme tão bem representado pelo Sean Penn, que interpleta de uma forma tão convincente o papel de um ativista político que assume a sua homossexualidade com muita coragem.
Lembro que quando o filme estava em cartaz eu ainda trabalhava no Cinemais Uberaba e fiquei ingenuamente torcendo para que ele chegasse até nossas bilheterias. Mas, nada. Então esses dias, lembrei-me dele e resolvi procura-lo. Enfim, assisti ao filme, gostei muito e resolvi comentar um pouco sobre.
Nos anos 70 a homossexualidade nos Estados Unidos ainda era punida com pena de prisão. O filme mostra o peso histórico que os ativistas LGBT carregam nos seus ombros. Estes são os fantasmas do passado que nos fazem recordar que há alguns anos atrás nós não podíamos falar livremente sobre os nossos sentimentos e relações. A humilhação ocupava o lugar do orgulho, o menosprezo o lugar da dignidade.
Nada resume melhor Harvey Milk do que o discurso da esperança que ele proferiu em São Francisco em 1978, pouco antes de ser assassinado. Nada resume melhor Harvey Milk do que a profunda convicção que toda a gente conhece um gay ou uma lésbica, mesmo não sabendo quem são. Podem ser os nossos amigos, os nossos vizinhos, os nossos pais, os nossos filhos, os nossos colegas de trabalho e até os nossos políticos!
Nada resume melhor Harvey Milk do que o discurso da esperança que ele proferiu em São Francisco em 1978, pouco antes de ser assassinado. Nada resume melhor Harvey Milk do que a profunda convicção que toda a gente conhece um gay ou uma lésbica, mesmo não sabendo quem são. Podem ser os nossos amigos, os nossos vizinhos, os nossos pais, os nossos filhos, os nossos colegas de trabalho e até os nossos políticos!
Mas os milhares de homossexuais que existem à nossa volta. Só serão reconhecidos no dia em que eles próprios tiverem a força e a coragem para assumir aquilo que são. O maior grito de guerra de Harvey Milk, para além do grito de esperança que tantas vezes exclamou, foi exortar todos os gays e lésbicas a saírem do "armário", a assumirem aquilo que são sem medo e sem vergonha!
"Os negros não ganharam os seus direitos mantendo-se sentados na traseira do autocarro. Eles levantaram-se e saíram! Homossexuais, nós não ganharemos os nossos direitos se ficarmos quietos dentro dos nossos armários... nós vamos sair! Nós vamos sair para lutar contra as mentiras, os mitos, as distorções! Nós vamos sair para dizer a verdade sobre gays!"
"Os negros não ganharam os seus direitos mantendo-se sentados na traseira do autocarro. Eles levantaram-se e saíram! Homossexuais, nós não ganharemos os nossos direitos se ficarmos quietos dentro dos nossos armários... nós vamos sair! Nós vamos sair para lutar contra as mentiras, os mitos, as distorções! Nós vamos sair para dizer a verdade sobre gays!"
E é só desta forma, levando aos Homossexuais a conhecer ao mundo que os rodeia, que um dia esse mundo irá reconhecer que todos são iguais. O caminho a percorrer até termos os nossos direitos reconhecidos na sua totalidade é muito longo sim, mas há “tantos” e “tantas” que já o trilharam antes, e brilharam, e foram bem sucedidos, e foram reconhecidos como melhores do que os seus pares, apesar da sua homossexualidade! Um dia a orientação sexual dum indivíduo será tão indiferente como à cor da sua pele ou o seu gênero. Um dia a pergunta você é Homossexual? Será tão sem importância que terá o mesmo de efeito de você é pai?você é mãe? Você é solteiro? Você é estudante? E outras coisas tão naturais do nosso convivio. E nesse dia, eu espero ainda estar viva!
E eu espero ainda estar viva, TAMBÉM! Sempre existe mesmo um ou outro lutando, nem que seja de forma discreta, pela igualdade. O que eu acho é que isso já deveria ter acontecido,o reconhecimento de que somos todos iguais, pois somos tratados como doentes ou como diz uma amiga "brincando", viemos com defeito de fabrica! Mas, pra tudo isso acontecer quem tem que começar somos nós mesmos, porque se existem alguns de nós com vergonha do que são, os outros se desmotivam ou até não, mas poucos não tem a mesma força que muitos! Torço por isso todo dia e faço a minha parte!
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